COHAB - Companhia Habitacional Regional

  


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AGORA É A VEZ DA HABITAÇÃO LEGAL

26 e 27 de junho de 2009
Câmara Municipal de Ribeirão Preto
Av. Jerônimo Gonçalves, 1200

TEXTO BASE

O Conselho Municipal de Moradia Popular, a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a COHAB promovem a 3ª Conferência Municipal de Habitação, nos dias 26 e 27 de junho de 2009 (sexta e sábado), na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, com o objetivo de democratizar o debate sobre as políticas públicas de acesso à moradia digna para a comunidade que vive em Ribeirão Preto.

A escolha do tema, AGORA É A VEZ DA HABITAÇÃO LEGAL, faz referência ao reconhecimento dos direitos sociais e constitucionais de moradia, que passam pela ampliação do acesso à moradia legal e à terra urbanizada, assim como a integração plena dos assentamentos precários (favelas, cortiços, etc.), por meio da melhoria das condições habitacionais, assistência técnica, urbanização, acesso aos equipamentos e serviços públicos, erradicação de riscos e regularização fundiária.

No primeiro dia (sexta) a 3ª Conferência Municipal de Habitação terá a abertura oficial, com a presença da Prefeita Municipal e de outras autoridades. No segundo (sábado), serão realizadas 03 mesas de debate, a reunião por segmentos, a eleição do novo Conselho Municipal de Moradia Popular e a Plenária Final.

A Conferência será o espaço para que os diversos segmentos da sociedade civil escolham seus representantes no Conselho de Moradia Popular. Os Conselheiros eleitos terão mandato de dois anos para representar seu segmento na definição das políticas públicas de habitação social e para gestão dos investimentos do Fundo Municipal de Moradia Popular - Fin-Morar.

Queremos com esta Conferência discutir as necessidades habitacionais e traçar diretrizes que orientem a atuação do poder público e do CMMP para a melhoria da qualidade da moradia e da qualidade de vida no meio urbano; com infra-estrutura, transporte, equipamentos de saúde, educação, cultura e lazer.

Participe! Dê a sua opinião.

 

Mesa 01 - Conselho e Fundo Municipal de Moradia Popular

O Conselho e o Fundo Municipal de Moradia Popular (CMMP/ Fin-Morar) têm como objetivo ampliar o espaço para as decisões sobre a política de habitação popular de Ribeirão Preto e garantir recursos para a construção de novas moradias, urbanização de favelas e regularização fundiária.

A principal função do Fin-Morar é concentrar, em um único local, todos os recursos para investimento em habitação, possibilitando maior controle do gasto público e gestão compartilhada com a sociedade civil, por meio do CMMP.

O Conselho Municipal de Moradia Popular é quem faz a gestão dos recursos do Fin-Morar, aprovando o que deve e o que não deve ser feito, além de definir critérios de atendimento à população.

O CMMP é deliberativo, isto é, suas decisões devem ser seguidas, e paritário, ou seja, metade dos representantes são do poder público e metade da sociedade civil. A composição do Conselho prioriza também a participação popular, garantindo ¼ das vagas para os movimentos populares e associações de bairro.

1. Como o Conselho de Moradia Popular pode ajudar no enfrentamento dos problemas habitacionais de nossa cidade?


Mesa 02 - Necessidades Habitacionais de Ribeirão Preto

A falta e a precariedade de moradias ou déficit habitacional, e a necessidade de construção de novas unidades para atender ao crescimento da população ou demanda futura correspondem às necessidades habitacionais que a cidade de Ribeirão Preto deve enfrentar.

O déficit habitacional inclui:

  • a necessidade de construção de novas unidades habitacionais, englobando as moradias com construções precárias ou com desgaste da estrutura física, famílias que convivem em uma mesma habitação junto à outra família, aquelas que vivem em cômodos, ou aquelas que tem mais de 20% da renda comprometida com aluguel;

  • a necessidade de melhorias habitacionais e de infra-estrutura, que reflete problemas na qualidade da habitação, de carência de infra-estrutura ou de titularidade, como ocorre nos assentamentos precários, não implicando, contudo, na necessidade de novas construções.

Os assentamentos precários se caracterizam fundamentalmente pela inadequação das moradias, em termos fundiários (titularidade) e de infra-estrutura, reunindo diversas tipologias habitacionais:

  • os cortiços;

  • as favelas;

  • os loteamentos irregulares de moradores de baixa renda;

  • os conjuntos habitacionais produzidos, que se acham em situação de irregularidade ou de degradação.

Em Ribeirão Preto, de acordo com o Censo do IBGE (2000), a convivência de duas famílias em uma mesma habitação (coabitação familiar) representa mais de 90% do déficit habitacional município, com mais de 8mil famílias nessa condição.

Informações municipais apontam, porém, que o número de domicílios em assentamentos precários é crescente e hoje Ribeirão Preto abriga mais de 4mil domicílios em favelas, com uma população estimada de 20mil pessoas.

1. Quais são os fatores que tem ampliado o número de famílias vivendo em assentamentos precários?

2. Quais os problemas gerados por esse tipo de ocupação?

3. Qual o tipo de necessidade habitacional mais comum no seu bairro?

 

Mesa 03 - Políticas de Habitação para Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto 94% das famílias que necessitam de uma nova moradia possuem renda mensal de até 10 salários mínimos, e 53% desse déficit está concentrado nas famílias que ganham menos de 03 salários. Esse cenário, marcado pelas desigualdades sociais, reflete na exclusão social das famílias de baixa renda, que não encontram meios para adquirir uma moradia legal.

O volume de recursos do Governo Federal, com o Programa Minha Casa Minha Vida, e do Governo Estadual, que destina 1% do ICMS para produção habitacional, tem aumentado significativamente, barateando o financiamento da habitação para quem ganha até 10 salários mínimos.

O alto preço da terra, no entanto, tem sido um entrave para a ação municipal, especialmente para as famílias que ganham menos de 03 salários. Dessa forma, o tema fundiário se torna central na discussão da política municipal de habitação de Ribeirão Preto e a cidade deve buscar a ampliação da oferta de áreas destinadas à produção habitacional dos segmentos sociais de baixa renda.

A política para urbanização e regularização fundiária das áreas já ocupadas pela população é outro eixo estrutural dessa discussão. Hoje o município está desenvolvendo projetos que garantam a manutenção da população nas áreas ocupadas e que proporcionem a implantação de infra-estrutura, a melhoria das unidades habitacionais ou a substituição das moradias por unidades de casa e/ou apartamento.

Para enfrentar os problemas habitacionais de Ribeirão é preciso mais do que recursos financeiros ou vontade política. É necessário planejar, estabelecer metas e envolver a comunidade para trabalhar junto com o Poder Público.

Nos primeiros 06 meses desse governo, além de dar seqüência ao processo de produção habitacional e urbanização dos assentamentos precários, foi feito um esforço de mobilização para discussão da questão habitacional de nossa cidade. Essa Conferência deverá apresentar as diretrizes para a nova política municipal de habitação e marcará o início do processo de discussão pública do Plano de Habitação de Interesse Social - PLHIS Ribeirão.

1. Quais as políticas necessárias para aumentar a oferta de habitação?

2. Na urbanização de favelas, quando há necessidade de remoção, qual a melhor solução de moradia? Construir apartamentos para manter as famílias no local ou reassentar as famílias em casas, localizadas em áreas distantes onde a infra-estrutura é precária?

 

 

 



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